(Darn As Sole Dark Led En Us)

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Solitário voador

Ele voava sempre que sentia sozinho, não era difícil, era questão de prática, o segredo era fechar os olhos sentir todos problemas saindo do corpo como se fossem uma roupa pesada das gotas da chuva.
Isso se tornou um hábito, normalmente nos domingos, ele acorda, olha ao redor e instintivamente sai voando pela janela, o tempo pouco importa, fica horas voando sem rumo ou voa até seu observatório particular, construído a eras atrás em cima da montanha mais alta, provavelmente construída por um solitário voador, já que chegar mesmo escalando é quase impossível. O observatório é uma casa em cima de uma árvore enorme e aparentemente tão antiga quanto o tempo, tem um cômodo apenas e uma varanda, local que fica a rede e o telescópio incrivelmente potente e antigo, possibilitando ver tudo em quilômetros detalhadamente. Achou o observatório no seu segundo vôo, como se soubesse onde tinha que ir foi pelas nuvens até encontrar, verificou se existia alguém dentro, depois de umas voltas teve certeza que estava abandonado, e fez de lá sua fortaleza, existia poemas jogados no chão, papeia amarelados pelo tempo, depois de ler todos resolveu escrever os próprios.
Ele descobriu que voava, por acidente, ninguém da sua família ou amigos aparentam saber voar também, talvez por sempre estarem acompanhados ou atarefados demais para tentar, um dia ele viu um pássaro voando, levantou a mão para alcançar e quando se deu conta estava voando, não era difícil, na verdade foi como se tivesse feito desde sempre. Logicamente que descobrir como voar quando queria levou um certo tempo, mas agora ele é um expert no assunto.
Quando está no céu, observa as pessoas se divertindo, isso serve como impulso o jogando mais alto, de cima consegue enxergar as cores com mais detalhes, incrivelmente seus olhos ficam mais apurados, consegue ler os lábios dos que estão lá embaixo.
Consegue perceber os olhares apaixonados dos amantes, as brigas de casais por besteiras, ninguém parece notar seu vôo solitário, atarefados com seus problemas e afazeres que não olham para o céu.
Em seu observatório, ele observa e escreve poemas e contos, sobre um mundo unido, seus sonhos são palpáveis, não tem grandes objetivos, nem deseja grandes riquezas. Ele não entende muito porque se sente assim, o que o torna diferente, porque é excluído socialmente. Não é feliz, mas sua infelicidade se baseia na solidão do mundo, nas pessoas com fome enquanto outros brigam por bobagens, nos animais extintos e nos abandonados, nas crianças exploradas e abusadas, de cima ele observa tudo com olhos cheios de lágrimas. Não poder fazer nada para impedir, não tem força o suficiente e sua voz é muito baixa para ser ouvida.
Ele voa, continua a voar até se afastar de tudo, se sofre por algo que vê começa a cair, seu corpo se torna pesado se algo o faz lembrar de seus problemas pessoais, então ele se esforça para ignorar esses pensamentos, se não a queda será feia e ele é humano (pelo menos é o que acredita ser) morreria facilmente caindo da altura que alcança voando.
Porque as pessoas não podem respeitar uns aos outros? Porque somente ele sabe voar? Ele não consegue entender isso.
Com o anoitecer seus problemas começam o preocupar e ele volta a seu quarto, em sua casa ninguém nunca nota sua ausência, ele prefere assim, não tem que se explicar a ninguém.
Encosta sua cabeça em seu travesseiro depois de ter vestido todos seus problemas que pesam em seu corpo e tenta inutilmente dormir, passa mais uma noite de insônia querendo soluções para seus problemas.
Esquece dos problemas do mundo e de seus poemas, esquece até da sensação de voar.
Talvez foi o que aconteceu com o antigo dono do observatório, vestiu seus problemas pela última vez e nunca mais conseguiu tirar.

Guerra fria

 
Tudo estava calmo, ambos os lados estavam em harmonia, a paz reinava, sorrisos, abraços e beijos aconteciam.
Mas a paz não durou, uma frase mal interpretada, fez com que tudo começasse.
Olhares frios, ameaças seguidas por silêncios. O orgulho falando alto, ninguém admite o erro, chove forte, o calor humano se foi.
Um arame farpado agora divide a fronteira, aproximação faz com que uma bomba exploda, um campo minado ativado por palavras existe agora.
As vozes são duras, cada palavra lançada, provoca cortes profundos ou reabre cicatrizes do passado, nenhum dos lados tenta entender o outro.
O silêncio torna-se maior, a tensão aumenta a cada palavra engasgada em gargantas magoadas.
Um desejo de bater em alguém, o ódio pela indiferença, os atos inconsequentes tornam-se hábitos destrutivos, a busca por soluções através de comidas ou bebidas é cada vez maior, mas cada vez tem menos efeito.
Lembranças dos dias de paz, começam a perturbar a mente de ambos os lados, mas a ferida sangra mais a cada tentativa de reconciliação, tornando o movimento lerdo, o silêncio reina inquietante. Até que o pedido de desculpas acontece, um sussurro em primeiro lugar, quase o outro lado não ouve, até em forma de grito desesperado, por não aceitar mais a condição em que se encontram, ecoa através da fronteira.
Foi deixado de lado, esquecido o motivo das lagrimas, sorrisos voltaram a aparecer, tímidos abraços demorados e juras acontecem, afinal o medo de perder para sempre é maior que o orgulho.
As cicatrizes voltam a fechar, novas aparecem. O desejo de que nada possa atrapalhar a paz, novamente é estabelecido.
Tudo tem que ser realmente resolvido, para que assim não aconteça outra guerra fria.

Companheira

Tenho um carinho enorme por ela, passamos muitas noites juntos, até dormimos juntos em sua cama.
Ela é linda, sua voz é serena, sempre me chama para jantar, me serve sorrindo.

Me sinto triste quando ela não está comigo, seu perfume permanece em meus pelos, isso me deixa infeliz.
Mas depois do trabalho ela volta, deita minha cabeça no colo dela e assistimos o noticiário juntos, isso me deixa em paz, a ponto de pegar no sono.
Mas uma coisa aconteceu, ela anda suspirando de um lado para o outro desde que conheceu um novo amigo.
Quase não tem tempo pra mim. Isso me irrita, ando estressado, tenho passado a maior parte do tempo longe dela, andando pelas ruas a noite, procurando me distrair.
Hoje o fulano está na casa dela, posso ver pela janela, estão sentados no sofá conversando e rindo.
Mas espere que pássaro é aquele que voa em cima deles? Não é um pássaro, meus amigos me contaram sobre ele, mas achava que era só boatos. Agora tudo faz sentido. Entro sorrateiramente na casa e vejo o tal pássaro acertar uma flechada no amigo, que começa a suspirar e olhar apaixonado para ela.
O cupido prepara mais uma flecha e procura um angulo para acertar ela em cheio, mas para seu azar eu pulo e lhe pego no ar, dilacero suas asas e ele evapora no segundo seguinte.
Ninguém vai ficar entre eu e minha dona…
- O que foi Felix? Está brincando? Venha aqui no meu colo. Esse é o Felix meu companheiro.
- Hum não suporto felinos! Está tarde vou para casa, nos vemos qualquer hora.
E assim mais uma vez tudo voltou ao normal miaaaauuuu!

Especial

Ele era especial como todos humanos,  um verme que acha que manda na terra, que se satisfaz ajudando os seus, que ta sempre deprimido por ser esquecido, a única coisa boa em sua vida médiocre é sua namorada. Que o tolo teme perder mais que a própria vida.
Pobre criatura desajeitada, sempre mostrando que é capaz de fazer o que lhe pedem, mas nunca tem o reconhecimento  merecido.
Sempre se esforçando para ser amigo de todos,  e recebe sempre o papel de amigo figurante,  só é chamado para sair para completar a cota, não é lembrado quando todos estão bem, mas se algo foge do padrão vão atrás dele correndo para serem aconselhados.
Quando está mal por algo, sua única opção é esconder, atrás de um olhar duro, já que se contar vai ser taxado de dramático ou rebelde sem causa.
Lhe foi tirado o direito de ter problemas.
Palhaço do circo que queima, criatura estúpida, nem como tolo no comando esse ser inútil serve.
Mal humorado, ele nunca sorri, sincero até demais, suas palavras machucam, mas sempre aconselha quem precisa.
Pobre depressiva criatura, pássaro azul engaiolado em seus medos.
Ninguém parece notar sua presença, um fantasma de alguém que só existe na hora da necessidade.
Criaturinha que acredita ser especial, sempre se colocando em um pedestal, mas caindo de cara toda vez que sobe demais.
Mais um final de semana, ele passa sozinho, bebendo e fumando, esperando ser chamado para alguma atividade em bando, seu cigarro é sua sentença de morte, maneira se se matar sem que interfiram, afinal ele está cansado de viver.
Porém alguém vai aparecer, e lá vai o idiota ajudar os seus outra vez.

Evolução

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Não tinha dado certo ele pensou. Talvez devesse destruir tudo, sua criação parece inapta a fazer qualquer coisa. E assim passava o dia observando eles. 
Até que um dia um de seus filhos desceu sem sua permissão, quando ia brigar com o ser pela desobediência,  viu que sua criação mudou a atitude ao ver seu filho, derrepente parou de bater nas pedras e começou a cortejar o ser, interessado pela cena que via deixou seu filho lá por um tempo,  sua criação se cobriu,  escondendo sua vergonha em trajes estranho, começou a evoluir rapidamente. 
Então ele chamou seu filho e observou o que aconteceu, sua criação voltou a ser desleixada, não fazia nada e tinha uma expressão triste, voltou a andar nu, perdeu o interesse em tudo a volta,  desenvoluiu rapidamente.
Novamente mandou o Ser para perto da sua criação e magicamente ela voltou a evoluir, porém outros de sua criação começaram a brigar pela atenção do Ser. Percebendo isso mandou que outros filhos descerem, ficando um para cada criatura,  tirou lhes às suas asas, para evitar de voltarem para seu lado e assim os primatas evoluíram.

Agora cada primata tem seus anjo que consegue fazer se sentirem completos, que dá força e motivos para que eles cresçam, que com um simples sorriso ou olhar consegue acalmar a alma dos primatas, anjos mulheres, mulheres anjos.

Atrás de um grande primata engravatado existe um anjo que ajuda ele evoluir

A última quarta-feira

 

Quarta-feira, tinha que ser na quarta-feira, podem chamar de destino ou me dizer que estava escrito, eu chamo de carma.

Morrer na quarta-feira é uma piada de muito mal gosto, pior é não conseguir completar a missão mais importante da minha vida.

Ha ha ha, me sinto num filme daqueles que passam a tarde, num horário que ninguém nem olha pra televisão, comédia deve ser o gênero. 
Alguém manda esses médicos calarem a boca? Minha cabeça já dói o suficiente.
E eu não peguei os bruxos mesmo depois de 23 anos, na caça às bruxas, eu falhei. 
23 anos, desde que me tornei um caçador, 23 anos, e tudo começou numa quarta-feira. Ainda me lembro de como tudo aconteceu.

Eu era jovem servi o exército por alguns anos, mas como as coisas estavam paradas no mundo, resolvi voltar com o peito cheio de medalhas de honra ao mérito, fiquei em casa uns dias, e entrei no grupo de operações especiais, eu tinha um dom, não tinha como negar, dedos rápidos e frieza, conheci o Marcos em uma operação, grande cara, logo nos tornamos amigos, sempre depois das missões estávamos bebendo em algum bar, era isso que fazíamos naquela quarta feira, tínhamos acabado com um bando de traficantes, estávamos nos divertindo bebendo em um bar, vendo as crianças fantasiadas brincando na rua, corriam felizes. Depois de algumas horas resolvemos nos despedir, eu estava entrando no meu carro que estava atrás do bar não muito distante do carro do Marcos, acenei e entrei, quando vi cinco homens fantasiados de bruxos se encostarem no carro do meu amigo e sem mais nem menos botarem fogo com meu amigo dentro, não deu tempo de pegar minha arma fui nocauteado por um sexto elemento que devia estar escondido de olho no movimento, acordei no outro dia, em cima de uma cama de hospital, perguntei pelo meu amigo e ninguém quis me dizer o que aconteceu, uma semana se passou até eu ser liberado do hospital. Foi quando descobri que meu amigo tinha morrido queimado vivo dentro do carro, e uma marca foi deixada um pentagrama com uma frase riscados no chão, A noite das bruxas.

Foi quando me tornei mercenário, precisava vingar meu amigo, deixei o grupo de operações especiais e fui aceitando todos os trabalhos que me ofereciam, enquanto investigava a parte quem eram os Bruxos.

Descobri que todos anos eles matavam alguém da mesma forma como marcando o início do Dia das bruxas, não se sabiam quem eram e nem desde quando eles agiam assim, logico que peguei alguns clones mal feitos, mas nunca cheguei perto de encontrar os Originais.

Odeio as quartas feiras…

Essa semana, eu descobri algo e resolvi investigar, depois de alguns anos consegui pista de como eram escolhidos as vítimas, todos eram homens e na faixa etária de 30 anos, não devia ter ido atrás deles, não numa quarta.

23 anos no encalço desses bruxos, não poderia deixar essa oportunidade passar, mesmo sendo numa quarta foi o que falei para mim, como sou estupido.

Encontrei meu informante na segunda, paguei a grana e verifiquei a fonte das informações, tudo certo e um tiro na cabeça, quem informa você de algo pode informar outros.

Terça feira aluguei um quarto perto do quarto da possível vítima, e fui beber, muito por sinal acordei as 16 horas no quarto com uma mulher que nem sei quem é. Esperei anoitecer e fui ao bar próximo onde estava o rapaz que morreria.

Perto da meia noite ele se levantou e foi em direção da rua, segui ele cuidadosamente para ele não perceber ou outro notar minha intenção, quando os 5 bruxos apareceram, no beco onde ele entrou, avistei o sexto, e com silenciador dei um tiro na nuca, um tiro, um morto, ele estava na entrada do beco foi fácil mata-lo, quando entrei no beco o fogo já consumia o pobre rapaz, e os bruxos me olharam assustados acertei 2 antes de um gato preto atravessar meu caminho e eu bater a cabeça numa escada de incêndio, cai no chão e aqui estou, sangrando muito, afinal não sou mais jovem, nenhum corpo fora o do rapaz que agora já não pode ser identificado a não ser pela arcada dentaria. A ambulância chegou a alguns minutos e não consegui ver nenhum dos bruxos por perto.

Ironia do destino estou morrendo numa quarta-feira.

Eu odeio quarta-feira.

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Bêbado

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Objeto de coleção

Noite de sexta

Mais uma noite de caçada, pensou, já havia um bom tempo que ele não saia pra caçar, mas hoje cedo ao acordar olhou para sua estante e percebeu que ainda faltava objetos na sua coleção, já está quase na hora do seu encontro com seus amigos, os mesmos perdedores de sempre. Ele termina seu ritual de beleza e pega suas chaves na mesa, ao fechar a porta do quarto olha para sua coleção e ri sarcasticamente. 

O bar onde ele entra estava cheio, porém não foi difícil achar seus amigos, cumprimentou um por um sem deixar que se levantassem de seus assentos. Mas algo estava fora do padrão, tinha alguma coisa errada, ele só reparou o que era ao se sentar. 

A coisa fora do padrão, era uma garota, linda, cabelos longos dona de um corpo perfeito.

Ele riu baixinho, a caça veio comer na mesa do caçador. Seus amigos estavam levemente alegres, o que já era normal em seus encontros, garotos descontrolados pobres crianças. Olhou discretamente para a mão da garota e nenhuma aliança a vista, puxou conversa meio timidamente e logo estavam conversando animadamente, ela começou a beber e logo estava alegre. Seus amigos decidiram ir para uma praça, local sagrado para o término da noite ele sentou em um banco com ela deitada em seu colo e continuou a conversa, ele se encantou com aquela garota, como sempre se ofereceu para leva-la em sua casa, com a desculpa de ser tarde, foi andando calmamente segurando a garota que cambaleava ao seu lado rindo. Chegou ao seu destino e se despediu com um beijo no rosto, estava feito. Voltou para sua casa se sentindo estranho colocou sua mão em seu bolso e guardou sua nova aquisição, sentia se cansado e acabou dormindo. 
Quando acordou, estava se sentindo feliz, algo que a muito tempo não acontecia, levantou e foi a sua estante, teve uma surpresa ao ver o item da sua coleção o item que faltava era conhecido, todas as marcas do passado, estavam lá, o objeto era o seu próprio coração, olhou rindo e colocou ele junto com os outros finalmente sua coleção estava completa.

Novo amor

 
 
Eu sei que estás querendo chamar minha atenção.
Aquele carro, não veio em minha direção acidentalmente, ou aquele vaso cair do décimo andar e espatifar logo que eu passei.
Não foi coincidência, é você querendo que eu te note. Eu te procurei por muito tempo, mas você não queria minha presença ao seu lado e agora que estou em paz, que tenho uma nova amante você corre atrás?
Não vou dar-te atenção, não preciso mais de você, sei que está me ouvindo, escondida em algum lugar, preparando a próxima ação, meu novo amor não vai querer que eu fique com você, ela te conhece, você é egoísta, só deseja quando não te desejam.
Eu supliquei por seu amor, supliquei por tê-la em meus braços por sua boca na minha. Você riu, viu minha agonia e riu.
Agora surge, sempre que me distraio por alguns segundos, querendo meu amor novamente.
Dessa vez foi quase, sei que estás ouvindo o que falo, sinto seu cheiro, e sei que me olha, posso estar aqui nessa cama de hospital, e no meio do escuro não vejo nada nem vultos, mas sua presença é fácil de reconhecer, porque agora? Justamente quando eu estou feliz de verdade, vem você para perturbar minha paz?
Recomendo que saia por onde entrou, que não venha aqui novamente, esqueça de minha pessoa. Meu novo amor está chegando, ela é ciumenta, se te encontrar aqui ira acabar brigando, sei que você não gosta de brigas.
Sei que foi eu quem procurou por você, num passado remoto, mas cansei de implorar por atenção.
Posso sentir que está amanhecendo, já consigo ouvir minha companheira se aproximando, o calor dela faz com que eu queira levantar e dançar.
Adeus…
 
“O sol nasce os pássaros cantam e ele se levanta com sua companheira e parte do quarto do hospital, sem olhar para trás, sem olhar nos olhos da dama de cabelos rosa, que sentado em um canto escuro daquele quarto de hospital, observa ele e uma loira dançarem pelos corredores animadamente. A morte sabe que um dia ele será dela e se sente traída pela vida por tê-lo tirado de perto.”

Valquíria

Foi num desses dias que coisas estranhas acontecem, estava treinando ombro ou era costa? Não me recordo de muito, lembro de ter visto uma flor  estranha no reflexo do espelho quando me virei pra ver… 
Ela estava lá, loira, com um corpo esculpido por algum artista da roma antiga. Ela veio deslizando ao aparelho do meu lado e começou a treinar e me olhou de cima em baixo. Deve ter percebido minha cara de panaca e minha falta de atenção no que eu estava fazendo. Deixei ela de lado, precisava de concentração, estava decidido a crescer, não estava contente com minha forma física, queria vencer meus limites, meu parceiro de treino estava me contando algo, mas minha mente viajava no olhar da desconhecida. Depois de meia hora sem me concentrar direito, resolvi ir embora. Ao passar os olhos pelos equipamentos da academia, notei que a desconhecida não estava lá. Deve ter sido fruto da minha imaginação. 
No dia seguinte fui no mesmo horário, treinei pesado, a desconhecida não apareceu. Tudo bem, preciso me focar mais. 
Assim foram semanas, cada dia mais perto de meu objetivo. 
As coisas não estavam indo muito bem, em minha vida,  desistir não era uma opção, saía do trabalho e ia para academia, minha meta era mais importante que o cansaço. 
Dois anos se passaram e nem lembrava mais da existência de tal ser, quando aconteceu. 
Eu avistei uma flor no espelho antes de deitar no equipamento, meu parceiro estava distraído e não segurou o supino com a força necessária,derrubando em cima de meu pescoço, meu fim. 

Logo agora, que estava perto da estética perfeita? Injustiça. 

Uma luz veio em minha direção, a desconhecida estava lá, na frente da academia, trajando uma estranha armadura e montando um cavalo alado, a beleza dela era tamanha que por um segundo não suportei olhar direto, mas era ela,dona de uma beleza comparada a Afrodite. 

Olhei ao meu redor e vi que tentavam reanimar meu corpo, não me desesperei, sábia que era meu fim. 
Caminhei de encontro a descohecida e ao chegar com uma voz suave ela me disse:
-Odin te espera, nobre guerreiro. 
-Quem é você? Perguntei com a voz, quase em sussurro. 
-Eu sou uma valquíria, serva de Odin, eu guio os guerreiros mais nobres para Asgard, para se juntar ao exército do grande Odin. Ela respondeu 
-Mas porque eu? 
-Você mostrou determinação, fé e coragem, Odin te escolheu há tempos, eu vim pessoalmente para ver seu potencial, mas ainda não era a hora. 
-Como ele soube da minha existência? Não sou guerreiro. 
-Corre o sangue mais puro nas suas veias, não subestime os olhos de Odin, Hugin e Munin sempre estão por aí, observando e levando as informações necessárias à ele. Agora chega de conversar, Odin nos espera em valhalla, e o Ragnarok pode acontecer em breve. 
Eu tinha mais perguntas, mas subi no cavalo e parti em direção a Asgard. 

Hoje batalho de dia com outros guerreiros e à noite bebemos e brindamos com Odin, o Ragnarok não aconteceu ainda, porém esta cada vez mais perto. 
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