Selva de Pedra

São 21 hs, estou aqui observando a vida fora da minha fortaleza, uma janela ampla de um prédio alto no centro de tudo, é onde faço meu observatório.
Consigo ver um lobo uivando para a lua cheia, feita de concreto, moro no meio de selva de pedra.
Lobos andam procurando cordeiros para se alimentarem, o céu está limpo, consigo enxergar tudo com ajuda do fogo industrializado. Porcos enchem cabanas enormes que vendem tudo e nada, tudo que não precisam está à venda nessas cabanas, mas por consumismo eles compram. Meios de transportes lotados de burros de cargas, que puxam carroças o mês inteiro atrás de um trocado mínimo. Chegam em seus lares, trocam de roupa e se fantasiam de porcos, comem e se espalham em seus assentos confortáveis de frente a tela hipnótica, que produz imagens e os forçam a ter o que não precisam ter.
Uma quantidade grande de gansos vão em direção de um templo pedir proteção ao seu criador, trocam de roupas e se tornam cordeiros, ajoelham de frente ao altar onde se localiza um lobo com uma pele bem falsa de cordeiro, que exige indiretamente aos gritos por dinheiro, e todos cordeirinhos dão aquilo que fará falta para eles, ao fim da celebração todos cordeiros vestem suas roupas e novamente se tornam gansos, falando da vida dos outros, esticando seus longos pescoços para olhar o vizinho e fofofcar, corujas não saem de cima do muro para ter assuntos sobre o que falar no jantar.
Águias voam atrás de Furões, que insistem em tomar o que não lhes pertencem, cachorros vira-latas vasculhando licos atrás de alimentos, dormem em caixas que um dia hospedavam objetos inúteis dos porcos.
Na rua a baixo de onde estou, porcos gordos com grandes meios de transportes particulares, param nas esquinas e contratam pavões para seu próprio prazer.
Ainda existem humanos no meio da selva, eles ajudam os que podem sua humanidade é inabalável, vejo os animais tentando converter eles, em vão.
Os humanos não mudam de ideia, vivem para ajudar ao próximo. São ridicularizados pelos lobos, não são dignos de serem caçados, vivem isolados observando a selva de pedra a espreita de alguém que necessite de ajuda.
Vejo o lobo que uivava atacando um cordeiro, menos um.
É só mais um dia normal na selva de pedra.

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Noites e baladas

Eu observo ela há uns meses, seu jeito felino de caminhar e observar tudo a sua volta me fascinou, era pra ser apenas uma diversão noturna, mas não consigo me aproximar, estou apaixonado por essa criatura.

Faze-la se apaixonar por mim não deve ser difícil, já há vi com alguns rapazes e seu gosto para homens é estranho. Eu teria que sair do meu posto de vigia, e me aproximar dela em uma das boates que ela tanto frequenta, mas isso a colocaria em risco, sito presença de outros como eu, ela é especial, qualquer um de nós pode sentir isso a distância.

Por hora eu andarei pela noite em busca de alimentos menos interessantes.

Camille andava se sentindo estranha há uns meses, como se alguém nas sombras a observasse, ela não tem me do de assombrações o medo era de algum tarado, medo comum em um mundo moderno. Mas isso não a impede de se divertir, em meses sai com uns rapazes para tentar esquecer seu último relacionamento que terminou de forma estranha, nenhum bilhete nenhuma carta mensagem post em rede social, simplesmente seu até então namorado, sumiu do mapa.

Então estava saindo com todos que conseguia, numa tentativa desesperada em achar uma alma gêmea.

Até que viu ele, Cabelo branco, um olhar vago e bebendo um liquido vermelho em uma taça, nada muito fora do normal nessa cidade, estava no canto mais escuro do Pub se movendo lentamente ao levar a taça a boca, em algum momento ele deve ter percebido que estava sendo observado e encarou Camille nos olhos, e caminhou em sua direção, ela hipnotizada pela beleza dele, não consegui se movimentar.

Ele falava de forma mansa, era educado foi fácil convence-la de ir a sua residência, ele pegou seu carro, um carro velho e desmanchando, aparentava ter sido recém tirado de algum ferro velho, Isso pouco importava para ela, a presença dele era mais importante no momento, nada mais era preciso, foi quando ela se deu conta de que não tinha lhe perguntado seu nome.

– Desculpe eu não me apresentei, meu nome é Camille e você é? Se bem que confesso que não lembro nem de ter ouvido sua voz.

– Renan, eu me chamo Renan!

A voz dele era forte, entraram no carro e foram até a residência de Renan, um apartamento com aparência rustica, Ele colocou uma música serviu ela com uma taça de Campari.

– Eu estava mesmo me perguntando o que você estava tomando no Pub.

– Eu gosto da cor vermelha, vou vestir uma roupa mais confortável, sinta-se à vontade para trocar de música e se servir quando acabar com essa taça!

Ele se retirou, ela pode ouvir ele abrir um aposento que imaginou ser o quarto. E ficou imaginando que tipo de pessoa ele seria, os objetos da casa eram atemporais, não pertenciam a época nenhuma e se parar pra pensar nem a o local que estavam. Um barulho de uma janela sendo aberta e passos em sua direção a tira do transe.

Ela saiu com o ultimo cara essa noite, posso vê-los entrando naquele veículo velho, de tantos para pega-la tinha que ser o Renan, depois de tantos anos caçando esse ser, um golpe do destino o trouxe a ela. E pensar que por alguns minutos eu perderia sua pista por anos novamente, por sorte minha dieta é fácil de seguir.

Segui-los foi fácil, mais difícil foi subir até o apartamento dele, usar escada de incêndio e procurar pelas janelas sem ser visto, não é muito fácil e não levou muito tempo até vê-lo em seu quarto se trocando, ele ainda abriu a janela ante de se retirar e se eu estiver com sorte ele está indo terminar a brincadeira que começou.

Ele voltou, estava com uma camisa aberta mostrando seu corpo sem timidez, Camille encarou seus olhos, e sentia-se leve, mal teve reação ao ver seu corpo deitar em cima de Renan, foi quando aconteceu, seus olhos fecharam e ela sentiu a pele fria dele passar em seu corpo sua boca abrir sentindo os lábios gelados dele encostando em seu pescoço quando de repente outro homem entra na sala, tomado por fúria Renan a joga no sofá e ela desmaia com a força que caiu.

Mas antes ouviu um nome Gregory…

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Velha Face

Eu vejo esses baba ovos de gringo, usando máscaras do Guy Fawkes se achando os patriotas, os tais anônimos, bando de lambe saco de gringo, tem que exportar a face de um herói que falhou em sua missão, por isso não deve estar funcionando essa tal revolução.
Eu vou pra rua também, lutar pelos nossos direitos, mas eu não sou um anônimo, sou Brasiliano também, mas me recuso a usar máscara de um herói importado. Minha face será escondida por uma face conhecida pelo governo, alguém que já foi temido pelo nosso governo.
A rua está um caos, polícia batendo em manifestantes e a mídia filmando só os vândalos, sou a favor do vandalismo, queimem os bancos, queimem as lojas, destruam, assim chamaremos atenção.
O cheiro do gás de pimenta invade meu nariz, a ânsia de vômito me faz parar de correr, mas o vinagre faz sua parte. Uma nação que vai pra rua lutar, deve estar disposta a apanhar.
Nessa muvuca, apareceram militantes políticos usando bandeiras de partidos, partidos cujos quais estamos lutando contra, malditos oportunistas, pego a maior bandeira depois de uma luta corporal com o antigo dono e queimo na frente de todos.

Um coro surge:
– Sem partidos, não existe partidos existe a revolução!

Acho que eles entenderam a mensagem, não viemos promover ninguém, viemos confrontar o poder, mostrar que temos voz e seremos ouvidos, gritaremos em seus tímpanos, até não restar dúvidas sobre nossas intenções.

A bandeira eu atiro em cima de uma viatura, a chama fica mais linda, hipnotizante, marchamos até o planalto central, lá invadimos bagunçamos e chamamos a atenção, o exército foi chamado para nos frear, mas recuaram com medo ou por compreenderem nossa revolta.

Aos poucos as formigas se tornaram milhares, os políticos aqueles ratos, se esconderam em buracos, nossa voz foi ouvida no mundo inteiro, isso não é o suficiente.

Um garoto me perguntou quem era na minha máscara, a resposta é:

Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, não sou anônimo, sou um cangaceiro e todos deveriam ser um em nossa nação.

lpi

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Terno branco

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Tomando banho e bebendo como de costume, o cheiro dela entra em sua narina o excitando, ele se prepara para se masturbar em homenagem a sua recente aventura sexual quando ao olhar seu revólver em cima da pia, para seu movimento e se recorda de quando as coisas ficaram estranhas…
“Estou a dias nessa cama, de vez em quando aparece alguém na porta, pessoas de jaleco correm de um lugar ao outro, tinha outra pessoa deitada na cama ao lado, que depois de uns dias se transformava em outra, mas todos se foram, a televisão está desligada, obviamente não há interesse em ligar, mantenho me acordado por pouco tempo, não consigo distinguir muito bem, sonho de realidade, sei quando é real somente quando o cheiro dela invade o ambiente.
Não consigo me movimentar, então ela passa a esponja no meu corpo enquanto conta sobre sua vida, algo que não tenho interesse algum, minha mente vaga pelo corpo dela, depois de todo monólogo dela e meu “banho”  terminado ela se vai prometendo voltar.
Isso acontecia todos os dias, fomos ficando mais íntimos, eu desejava acordar somente no horário de sua ” visita íntima”, mas eu não falava sobre minha vida, não precisava disfarçar que isso me incomodava, ela não questionava, gostava de falar, comecei a prestar mais atenção nela, cada dia eu sentia mais desejo pelo seu belo corpo.
Não sei por quanto tempo permanecei desacordado, mas um homem vestido de branco, está sentado ao meu lado, ele parece ter saído de algum filme dos anos 60, terno branco, sapato branco dentes brancos, a única coisa não branca nele é sua pele.
-Vejo que acordou, bom dia queridinha. Sua voz é rouca, e seu cumprimento me deixa puto.
-Bom dia, se realmente for dia, qual é dessa roupa branca? Eu morri e você em anjo? Ou estou num filme de época e você é o ator mais lixo que encontraram?
– Vejo que já está bancando o bad boy, isso é bom, não sou ator e muito menos anjo, e incrivelmente você não morreu, vim verificar isso.
– Como você me encontrou?
– Foi eu que te coloquei aqui, para começo de conversa, sou eu que estou pagando suas despesas, você é precioso para algumas pessoas, seu trabalho sempre é necessário.
– Algo me diz que estamos fora da minha cidade e chuto mais, fora do país.
– Você nunca mais teve uma cidade, depois que começou, não ficava parado em lugar nenhum, e sim estamos fora do país, mas como pode ver esse local pertence a nossa cultura, todos falam sua língua.
– Meu trabalho implica a não ter laços, mas independente de onde estou, eu tenho um esconderijo aqui.
– Eu já imaginava, bom já que está mais lúcido vou contar umas coisas, seus alvos ainda estão vivos, com exceção do que você matou, o corpo tinha sumido da cena, mas foi localizado quilômetros da onde foi morto, encontrado queimado e irreconhecível, soubemos que era o seu alvo pelo exame de balística.
– vocês são bons, Governo? Alguma força especial? Bom, sei que não vai dizer, mas porque tanto trabalho para me manter vivo? Existem outros como eu no mercado.
– Isso é fato, mas você foi o único capaz de acertar um deles, e outros acreditam que são fantasmas, lendas urbanas, assim como você.
– E eu tenho motivos para acabar com eles, e isso me incentiva a ir atrás, acertei?
– Sim, escute já estamos a anos na caça deles, mas misteriosamente eles desaparecem e eles vão atrás de você, quando você voltar a agir, e sei que vai.
– Não estava pensando em me aposentar realmente.
– Bom vou me retirar, você tem que descansar, aconteceu mais coisas depois da sua pseudomorte, não confie em ninguém.
Umas semanas depois eu já estava em pé, porém não contei aos médicos ou a enfermeira, fui ao meu esconderijo das montanhas e fiquei lá por um tempo, sabia onde estava graças a enfermeira, que ficou triste por saber que eu me daria alta e sumiria em breve.
Agora que estou melhor, fora meus antigos alvos tenho que buscar a cabeça dos que me caçam, tenho que acabar com os falsos dias da semana.”
Ele fecha o chuveiro, coloca uma bermuda e adormece segurando sua arma embaixo do travesseiro, está em segurança por enquanto, afinal hoje ainda não é quarta feira.

 

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Showman

showmanO despertador soa o alarme, hora de mais uma batalha, como guerreiro, ajoelha e faz sua oração pedindo proteção, beija a face de seus filhos que dormem, sua esposa acordada da um beijo de café, pega sua marmita na geladeira e parte pra guerra diária.
Um malabarista driblando as pessoas no ônibus lotado, se apertando ao máximo para não se machucar ou machucar alguém no metrô lotado.
Um domador de leão, se esforçando no trabalho para seu chefe não o mandar embora.
Meio dia, a marmita requentada acalma o coração que insiste em desejar desistir, mas encontra força para continuar, tem sua família para zelar.
O mágico, faz seu maior truque, consegue com o pouco que recebe pagar as contas e o alimento diário, nada de luxo só o essencial.
Mas tem fé em Deus e sabe que dias melhores viram, porém não espera eles chegarem, ele está indo atrás e vai conseguir tê-los, nem que precise amarra-los.
Tarde da noite, chega em casa, é abraçado e beijado pelos que zela.
O palhaço triste, ainda faz palhaçadas com um sorriso pintado no rosto, para sua família não perceber seu desespero.
Ajoelha e reza, agradecendo por mais um dia vivo.
O Showman, o herói o guerreiro, o trabalhador, segue todo dia nesse ritual, interpretando todos os papeis nesse circo que o pão foi amassado pelo diabo.
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Compra

Ele estava decidido, é seria hoje, não dava mais para adiar, entrou na loja e foi recebido com sorriso por um vendedor, usando uma camisa com os dizeres “posso ajudar?”, ele sorriu de volta e foi de encontro ao vendedor, olhava toda mercadoria que se encontrava em exposição, sentou em algumas, o preço não era importante, o conforto acima de tudo, coisas baratas nem sempre são ruins e nem coisas caras sempre são boas, por isso pacientemente ele procurava, não era uma tarefa qualquer, seria a primeira de muitas, sabia o que queria conforto.
– O senhor pode gostar dessa! Disse o simpático vendedor. “Como seria mais fácil se ela estivesse comigo” ele pensou.
Já percorrera a loja toda, e nada parecia digno de sua amada, o vendedor já não parecia tão feliz como no começo. Então teve uma ideia fechou o olho e deixou seu corpo cair, não teve o resultado espera na primeira tentativa, nem nas três seguintes, até que na última tentativa, sentiu segurança, conforto, algo digno dela, seria essa, ao avisar sua escolha o vendedor voltou a sorrir, e foi começar a papelada, enquanto esperava ele sentiu o baque da mudança, antes era bem mais fácil, um sofá velho uma almofada e um cobertor era suficiente para seu conforto, agora passa uma hora pra escolher o melhor pra ela.
Enquanto caminhava em direção ao caixa, sorria pensando o quanto está feliz, finalmente está completo.
Até perceber que a cama era só o começo, faltava inúmeros móveis, então decidiu deixar ela escolher da próxima visita a loja.

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Violência

Violência.
É a palavra chave, para ele violência era sua droga preferida, deixava de se alcoolizar se tivesse alguém com quem brigar, não importando o tamanho do seu oponente, credo ou cor da pele, o que importava era a violência, se sentia vivo, ao voltar pra casa cheio de hematomas, não usava armas, não gostava de facas canivetes ou soco inglês, gostava de sentir sua mão acertando seus oponentes, a quem diga, que era só depois de uma briga que conseguiam ver seu sorriso de moleque maroto. Não é um rapaz feio esteticamente falando, algumas garotas suspiram ao ver ele passar.
Tem um bom emprego, suas roupas são caras e sua moto nova é invejada por seus colegas. Mas ele não liga para essas coisas, tem por ter dinheiro pra ter, é inteligente, forte, rápido e habilidoso, quando não está com a cara enfiada na mão de algum oponente, esta com a mesma enfiada em algum livro.
Suas brigas, acontecem em noites entediadas, em locais longe de seus amigos, só alguns colegas sabem de sua paixão pela Violência, não que esconda dos outros o que faz, mas não é muito de falar sobre si, todos ao seu redor o respeitam, por dele emanar um ar de guerreiro, seus olhos castanhos claros como mel puro, vivem escondido atrás de seus óculos escuros de aviador, por chamar muita atenção (coisa que ele não gosta) e por ajudar a esconder os hematomas dos finais de semana de liberdade.
Violência.
Pura violência, foi sua infância, era magro demais, sempre foi um apaixonado por livros, alvo fácil para os valentões, apanhava sempre e quando chegava em casa apanhava de novo, por não saber se defender, seu pai não aceitava isso, não aceitava que seu filho fosse um frouxo, apanhava em silêncio, não demonstrava sentir dor, não chorava, apenas ficava imóvel, sentindo a cinta rasgar sua pele, cresceu sua mente antes de seu corpo, era o primeiro da sala, não se sentia bem perto das pessoas, apenas de alguns que o consideram amigo até hoje, entrou na academia depois de ter se formado no ensino médio, usava roupas largas para esconder sua evolução, tentou lutas, mas não respeitava as regras e sempre era expulso das aulas, por deixar alguém gravemente ferido, quatro anos se passaram, agora ele é desenhado seu corpo está como ele desejava, mas ainda esconde em baixo de roupas folgadas, só mostra quando briga.
Violência.
A pura violência começou quando ele estava andando na rua, um homem enorme estava batendo em uma criança de rua, ele deixou seu corpo comandar, sem pensar segurou a mão do gigante, assustado com suas mãos presas, o agressor de criança virou e chutou seu estômago, o forçando a soltar a mão de seu rival, a fúria tomou conta do agressor, ele começou a desferir golpes nele, movimentos sem muito sentido, socava a cara, o peito chutava o estômago e as pernas, uma paz começou a brotar em seu peito, com rapidez e agilidade, segurou a perna de seu oponente e com o outro braço com força deu uma cotovelada no joelho de seu rival, soltou e como um felino pulou para cima de sua vítima, cada golpe que dava se sentia melhor, depois de bater ate cansar, virou e viu que a criança não estava mais ali, sorrindo com um dente a menos e sua boca escorrendo sangue, descobriu como sentir paz. 
Não se tornou um herói defensor dos fracos e oprimidos, não virou um justiceiro, que faz justiça com as próprias mãos, ele é um viciado, um viciado em violência.
Na pura violência.
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